Financiamento valoriza quem busca sustentabilidade
Nova Política de Crédito do Itaú privilegia aqueles que se preocupam com os impactos sociais e ambientais
O Banco Itaú, Parceiro Pioneiro do Akatu, acaba de lançar sua nova política de crédito de modo a considerar os aspectos socioambientais da empresa e do projeto a serem financiados, visando favorecer o acesso ao crédito àquelas companhias que se preocupam e trabalham para evitar o impacto negativo de suas atividades sobre o meio ambiente e a sociedade. O objetivo é ajudar a construir a sustentabilidade por meio de ações em seu próprio ramo de atividade.
“A política de risco socioambiental para o crédito à pessoa jurídica representa o compromisso da instituição de integrar a questão socioambiental no processo de concessão de crédito às empresas”, explica a Superintendente de risco de crédito do Itaú, Inês Gomes da Silva.
Segundo Inês, a ação do Itaú pretende:
(a) estabelecer instrumentos para a avaliação dos riscos socioambientais na análise de crédito,
(b) definir diretrizes para o treinamento dos profissionais da área comercial e de crédito para lidar com questões sociais e de meio ambiente, e
(c) contribuir para que seus clientes empresariais melhorem suas práticas socioambientais, de um modo geral.
A política de crédito agora implantada no Itaú amplia o compromisso voluntário assumido pelo Banco com os chamados “Princípios do Equador”, uma série de diretrizes e exigências à concessão de financiamentos a projetos da iniciativa privada, criadas em junho de 2003 pelo International Finance Corporation (IFC), instituição vinculada ao Banco Mundial. Essas regras buscam garantir o sucesso dos projetos, ao mesmo tempo que evitam os riscos de impactos negativos para as comunidades e para a natureza.
Os princípios do Equador se aplicam ao financiamento de projetos empresariais acima de US$ 10 milhões, mas a nova prática do Itaú ganhou cores e nuances diferenciadas. “A política se aplica aos clientes pessoa jurídica e, no prazo máximo de 2 anos, abrangerá todos os clientes do Banco Itaú que venham a tomar crédito acima de R$ 5 milhões.”, conta a Superintendente.
A solicitação de crédito deverá passar por análise de risco socioambiental (chamado de rating socioambiental) por meio da qual é identificada a dimensão dos impactos causados pela atividade da empresa e, se for o caso, do projeto para o qual o crédito está sendo solicitado. Na prática, descreve Inês, a avaliação socioambiental acontece de forma paralela à análise econômico-financeira, e exige que as empresas respondam a um questionário que servirá de base para o cálculo do rating socioambiental.
Para dar conta das avaliações, o Itaú desenvolveu uma metodologia própria composta por uma série de etapas, que incluem visitas dos representantes do banco às empresas e a análise socioambiental feita por consultorias especializadas. O Banco pretende ainda divulgar anualmente o número de empresas analisadas e mostrar quantas foram aprovadas e recusadas.
De um ponto de vista mais amplo, a nova política de concessão de crédito visa reforçar a preocupação do Itaú com a sustentabilidade de seu negócio. “Nossa intenção é atrair clientes melhores e rentabilizar no longo prazo”, explicam Inês Gomes da Silva e Sônia Favaretto – Superintendente de Responsabilidade Socioambiental do Banco Itaú. “Atuando em parceria com seus clientes, uma instituição financeira é capaz de colaborar para mudanças efetivas na relação entre atividades produtivas e comerciais, o meio ambiente e a sociedade.”, destacam.
No prazo de dois anos, a política deverá ser aplicada também aos Banco Itaú Chile S.A., Banco Itaú Uruguay S.A., Banco Itaú Buen Ayre S.A. e Banco Itaú Europa S.A., levando em conta as especificidades de cada instituição e de cada região.
