Bradesco investe 20 milhões na recém criada Fundação Amazonas Sustentável
Recursos irão financiar projetos de valorização da floresta
A nova Fundação, que pretende desempenhar um papel fundamental na implementação da Política Estadual de Mudanças Climáticas no estado do Amazonas, será uma instituição de direito privado que tem entre seus objetivos combater o desmatamento e contribuir para a construção de uma relação harmônica entre o ser humano e a floresta, por meio da promoção de projetos de uso sustentável dos recursos florestais.
Presidida pelo empresário Luiz Fernando Furlan, ex-ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio no primeiro governo Lula, a Fundação inicia sua atividade com um capital de R$ 40 milhões, dos quais R$ 20 milhões vêm de recursos fornecidos pelo Bradesco e a outra metade vem do governo do Amazonas. Segundo informações da assessoria de comunicação do Banco, os recursos aportados serão integralmente investidos em aplicações financeiras e apenas os seus rendimentos serão usados nas ações socioambientais da Fundação. Desta forma, fica garantida a saúde financeira da nova instituição no longo prazo.
De acordo com o governo amazonense, o capital formará um fundo fiduciário, no estilo dos endowment funds* americanos, cujo rendimento permitirá investir na melhoria da infra-estrutura nas comunidades e em projetos de geração de renda a partir da floresta em pé – evitando o desmatamento. “Esses rendimentos vão nos possibilitar pagar, inicialmente, uma “Bolsa-Floresta” de 600 reais por ano a 4 mil famílias que ajudam a preservar a mata”, explicou o governador do Amazonas, Eduardo Braga, em comunicado oficial. Com os recursos da Fundação, o governo estadual pretende estender o “Bolsa-Floresta” para 8.500 famílias até o final de 2008.
Além dos R$ 20 milhões já investidos, o Bradesco vai doar mais R$ 10 milhões anualmente nos próximos cinco anos, fazendo com que a Fundação acumule, ao final do período, R$ 90 milhões de capital. O Banco lançará ainda outros serviços financeiros, como títulos de capitalização, planos de previdência e fundos de investimento, dos quais parte da receita será revertida para o fundo do Amazonas.
A Fundação terá autonomia em sua gestão e pretende ainda ampliar a parceria com a iniciativa privada, além de buscar outros meios de financiamento para realizar suas operações e projetos.
O Banco mantém também uma outra parceria com a Fundação SOS Mata Atlântica, por meio da qual a instituição já recebeu quase R$ 30 milhões advindos da renda gerada pelos mais de 200 mil cartões de crédito afinidade do Bradesco que utilizam a marca SOS Mata Atlântica.
Mais informações: Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável do Amazonas, no endereço www.sds.am.gov.br.
