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19.10.16 às 16:18

Entenda os benefícios e como funciona uma miniusina solar residencial

De 2015 para 2016, o número de conexões de micro e minigeração de energia teve um crescimento de aproximadamente 340% no Brasil

Comentário Akatu: pode-se dizer que, enquanto o século 20 foi o da energia embaixo da terra (carvão e petróleo), o século 21 será o da energia acima da terra (solar, eólica). A energia solar é renovável e é limpa, pois não polui e nem emite gases de efeito estufa, os grandes causadores do aquecimento global e das Mudanças Climáticas no mundo. Por isso, todas as vezes que se substitui a energia elétrica convencional (que contém mais de 20% de energia de termoelétricas) por instalações de micro e minigeração de energia solar residencial estamos no caminho certo para reduzir a dependência de combustíveis fósseis, com todas as boas desse fato especialmente sobre as mudanças climáticas. Esse tipo de tecnologia permite ao consumidor produzir a própria energia, substituindo em parte ou no todo a energia elétrica convencional recebida em casa. E, se a produção de energia exceder o consumo doméstico, o consumidor se torna automaticamente um vendedor de energia elétrica limpa para a rede.  Alternativas como essa estão disponíveis para os consumidores que queiram dar uma contribuição adicional à sustentabilidade da vida no planeta.

De acordo com dados divulgados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), de 2015 para 2016 o número de conexões de micro e minigeração de energia teve um crescimento de aproximadamente 340% no Brasil. Em setembro do ano passado, eram 1.148 conexões registradas em todo o país, enquanto até agosto deste ano foram registradas 5.040 ligações. Minas Gerais é o estado com maior número de micro e minigeradores, alcançando 1.226 conexões, quase o dobro do segundo colocado, São Paulo, que conta com 711.

De acordo com Herbert Abreu, consultor do Grupo Loja Elétrica, tais conexões correspondem a sistemas fotovoltaicos, utilizados para converter a energia da luz do Sol em energia elétrica. Essa tecnologia permite ao consumidor produzir a própria energia e conectá-la à rede de um fornecedor. Através deste sistema, o consumidor que produz mais energia do que o necessário para o seu consumo pode acumular créditos na conta de luz.

“Não há diferença entre a energia produzida pelo sol ou a recebida da concessionária. E não há nenhum risco em seu uso, desde que instalada por profissionais qualificados”, explica Abreu.

Como funciona
Antes da instalação, a concessionária de energia troca o medidor tradicional por um bidirecional. Dessa forma, caso a energia produzida não seja toda consumida, ela entra como crédito na conta de luz e o valor da conta pode cair até que o consumidor pague só a taxa mínima obrigatória.

Caso a quantidade de energia gerada em determinado mês seja superior à energia consumida, o titular da conta recebe créditos que podem ser utilizados para diminuir a fatura dos meses seguintes. Esses créditos têm validade de 60 meses e podem ser aproveitados também em outros endereços registrados pelo mesmo titular, desde que se encontrem na área de atendimento de uma mesma distribuidora.

“A usina fotovoltaica mantém uma produção de energia por, no mínimo, 25 anos desde sua instalação. O tempo de retorno do investimento começa a partir do sétimo ano, porque, de acordo com a tarifa economizada, o valor do investimento terá sido pago e a economia então começa”, explica Abreu. O sistema ainda tem o benefício de ter uma manutenção bem simples, que é consiste basicamente na limpeza das placas.

Armazenamento em baterias
A usina fotovoltaica pode ser encontrada em duas versões: sistema conectado (o explicado acima) e sistema isolado. Esse último caso é perfeito para áreas rurais, por exemplo, pois ele permite que a energia gerada seja armazenada em baterias – isto é, a energia produzida durante o dia pode ser utilizada à noite.

E vale lembrar que a energia é produzida até em dias chuvosos ou nublados, por causa da radiação solar. Os painéis também são dimensionados para suportar chuvas de granizo ou choque de objetos que possam os atingir.

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