Instituto Akatu no Dia Mundial Sem Carro
Há 12 anos, no dia 22 de setembro, celebra-se a maior convocação mundial para reflexão sobre os efeitos decorrentes do uso excessivo do carro - o Dia Mundial Sem carro. O Akatu promove o banner interativo (faça uso do banner no topo do nosso site) que simula virtualmente a quantidade de gases emitidos de acordo com a sua escolha do meio de transporte
“Fiquei feliz com o fato de a minha estimativa estar bem acima do que o simulador indica”, desabafa o jornalista de 25 anos, Leandro Faria, que ao fazer a simulação descobriu que causa a emissão de menor quantidade de dióxido de carbono (CO2) do que pensava. O jornalista percorre de carro pouco mais de 20 quilômetros diários entre a sua ida e volta ao trabalho. Aos finais de semana, Leandro deixa o carro em casa.
Leandro reconhece que sua escolha não é o melhor exemplo de sustentabilidade, mas argumenta que ela é a mais acertada dentro das suas possibilidades. “Fiz várias tentativas para deixar de usar o carro diariamente, mas todas elas se revelaram inadequadas para mim”, revela.
O jornalista relata que depois que tentou usar a bicicleta, percebeu que é muito perigoso pedalar pelas ruas e avenidas de São Paulo. Nas vezes em que escolheu o transporte público, o seu tempo de trajeto entre sua casa e o trabalho mais que dobrou, passando de 20 minutos de carro para quase uma hora divididos entre caminhadas, esperas em pontos de ônibus e baldeações.
“Outro fator é que desde criança sou muito sensível à fumaça. De ônibus ou de bicicleta inalo muita fumaça e passo mal. Quando ando de carro evito a fumaça fechando os vidros”.
A universitária Juliana Paschoal, de 20 anos, tomou medidas mais efetivas. Durante quase um ano a estudante praticou a carona solidária, dividindo os custos do seu carro com mais três colegas da faculdade. Neste semestre, os horários não bateram e ela vai e volta à faculdade em ônibus fretado. “Tudo para deixar o carro em casa e tentar aliviar o trânsito”, afirma.
Juliana expõe os benefícios da sua escolha, “apesar de ter de pagar os R$ 280,00 do frete sozinha (antes dividia quase o mesmo valor com os colegas para despesas de combustível), minha vida ficou mais facilitada, não preciso mais dirigir (são quase 50 quilómetros de ida e volta de casa para a universidade), aproveito para relaxar ou ler durante o percurso”. E acrescenta: “usando o simulador, descobri que contribuo efetivamente para a diminuição da emissão desses gases e estou apta a fazer mais pelo nosso planeta”, festeja.
As experiências do jornalista e da estudante revelam que boa parte dos brasileiros, apesar de não encontrarem soluções definitivas, estão cada vez mais conscientes da necessidade de darem a sua contribuição para a sustentabilidade por meio de suas escolhas de consumo, seja na compra, no uso ou no descarte de produtos ou serviços.
“O importante é levar sempre em conta que a questão a ser colocada não é ter ou não ter carro, mas sim, avaliar a melhor forma de atender à nossa necessidade de transporte, percebendo que cabe às pessoas, às comunidades, empresas e governos avaliar os impactos de suas escolhas de consumo, buscando maximizar os positivos e minimizar os negativos,”, afirma Hélio Matar, diretor-presidente do Instituto Akatu.
O Banner
A pedido do Akatu, o banner foi desenvolvido pela Soluttia, empresa de tecnologia informática e parceira do Instituto. O aplicativo possibilita ao internauta a visualização do quanto ele pode contribuir para a sustentabilidade por meio de suas escolhas de transporte, além de incentivá-lo a buscar alternativas ou soluções para minimizar o impacto do uso dos veículos nas grandes metrópoles.
O aplicativo utiliza um sistema de métricas que simulam as escolhas feitas pelos usuários e permitindo a elaboração de relatórios estatísticos para o Akatu envolvendo as escolhas dos usuários.
