Levantamento revelo percepção do consumidor brasileiro sobre responsabilidade social empresarial
Institutos Akatu e Ethos, em parceria com a Market Analysis, divulgarão estudo no próximo dia 20
No próximo dia 20 de julho, o Instituto Akatu Pelo Consumo Consciente, o Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social e a Market Analysis divulgarão o relatório “Responsabilidade Social das Empresas – Percepção do Consumidor Brasileiro, Pesquisa 2005”, A publicação foi patrocinada pelo Grupo Carrefour e traz dados sobre a percepção de consumidores em 21 países – incluindo o Brasil – acerca do papel social das empresas. O levantamento feito em 2005 é o mais recente de uma série de estudos realizados desde 1999 e o primeiro a comparar, em profundidade, os dados apurados no Brasil com números de outros países.
O relatório traz dados de pesquisas realizadas nos seguintes países: África do Sul, Alemanha, Argentina, Austrália, Brasil, Canadá, Chile, China, Coréia do Sul, Estados Unidos, Filipinas, França, Índia, Indonésia, Itália, México, Nigéria, Grã-Bretanha, Rússia, Suíça e Turquia. A etapa brasileira ouviu 800 pessoas nas regiões metropolitanas de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Recife, Salvador, Porto Alegre, Curitiba e Brasília. Em cada um dos outros países, o levantamento foi feito com cerca de mil pessoas.
Pessimismo
Os resultados revelam que para 71% dos brasileiros o mundo não está indo no caminho certo, índice igual ao aferido na edição 2004 do estudo e cinco pontos percentuais abaixo do registrado em 2002. Mesmo pessimistas, 65% dos brasileiros acreditam que os investimentos das empresas estrangeiras no Brasil são benéficos para o país e cresce a preocupação com a Responsabilidade Social: 78% dos entrevistados declararam ter muito interesse em saber como as empresas tentam ser socialmente responsáveis, ante 72% registrados em 2004. Neste quesito, o Brasil ocupa o 7º lugar entre os países pesquisados, com índice igual ao dos consumidores norte-americanos e superior ao verificado entre australianos e alemães, com 72% e 70%, respectivamente.
Interesse em RSE
O estudo revela que o brasileiro ainda dá mais atenção a ações de caráter emergencial e assistencialista, mas demonstra compreensão mais abrangente do conceito de RSE, valorizando, em ordem de prioridade: tratamento justo aos empregados (25% dos brasileiros; 26% na média mundial); doações/caridade (19% no Brasil; 7% no mundo); e criação de empregos/suporte à economia (18% no Brasil; 17% no mundo). Para os brasileiros, as ações de ‘responsabilidade operacional’ (tais como assegurar o fornecimento de produtos seguros e saudáveis, não prejudicar o meio ambiente e tratar os empregados com justiça) são mais importantes que as de ‘responsabilidade cidadã’ (ajudar a reduzir a distância entre ricos e pobres, reduzir violações de direitos humanos no mundo, ajudar na prevenção da Aids, dentre outras).
Perfil de credibilidade na comunicação das ações empresariais
O brasileiro demonstra desconfiança quanto à honestidade na divulgação e comunicação de ações de RSE. Enquanto 50% concordam que as empresas comunicam com honestidade o que fazem em matéria social e ambiental, 45% não concordam e 5% não responderam. Apesar disso, a percepção majoritária (65% dos brasileiros) é de que as grandes empresas fazem um bom trabalho em construir uma sociedade melhor para todos, índice novamente superior ao de países como Estados Unidos (42%), Austrália (34%) e Alemanha (32%) e também à frente de Canadá (41%), Grã-Bretanha (41%) e França (37%). O estudo permitiu identificar quatro grupos distintos de consumidores, considerados o seu grau de confiança na comunicação das empresas e o seu nível de interesse nas práticas de RSE: os ‘apáticos ingênuos’ (7% da amostra) têm pouco interesse em informações sobre RSE e confiam na comunicação das empresas; a ‘audiência perdida’ (15%) é formada por consumidores sem interesse no assunto e para quem a credibilidade das informações fornecidas pelas empresas é muito baixa; os ‘céticos engajados’ (35%) são consumidores atentos às questões da RSE e muito críticos quanto à divulgação das ações empresariais; e os ‘hiper receptivos’ (43%, a maioria da opinião pública brasileira) demonstram interesse em RSE e confiança nas informações divulgadas pelas empresas.
O poder do consumidor
Embora mais consciente, o consumidor brasileiro ainda não utiliza seu poder para estimular o engajamento corporativo. O Brasil é o 15º país no ranking de consumidores que deixaram de comprar produtos ou falaram mal de uma empresa como forma de puni-la em função de suas práticas (15% dos brasileiros disseram ter efetivamente feito isso no último ano), comportamento tido como indicador – mas não sinônimo – de engajamento do consumidor.
Quanto às atitudes de punição e premiação, o estudo menciona dados de pesquisa realizada pelo Akatu, indicando que os brasileiros preferem premiar empresas socialmente responsáveis (17%) a punir as que não o são (14%). Quando avaliadas pelo consumidor sob a ótica da Responsabilidade Social, as indústrias alimentícia e de alta tecnologia e as empresas de computação registram a melhor reputação, enquanto a indústria tabagista tem performance muito abaixo da média. , Avaliando o ganho de credibilidade que a ação conjunta com outras organizações dá às empresas, o estudo informa que o percentual de consumidores que melhora sua opinião sobre as empresas varia conforme o tipo de parceria: com ONGs/instituições de caridade (62%), órgãos governamentais (58%) e a ONU (51%).
O relatório “Responsabilidade Social das Empresas – Percepção do Consumidor Brasileiro, Pesquisa 2005” integra o estudo internacional “Corporate Social Responsability Monitor”, coordenado pela Globescan do Canadá.
| Serviço: Evento: apresentação do relatório “Responsabilidade Social das Empresas – Percepção do Consumidor Brasileiro, Pesquisa 2005” Data: 20 de julho Horário: 8h30 Local: Auditório Tom Jobim do Instituto de Formação Carrefour (R. Paul Valery, 255 – São Paulo) |
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