Sustentabilidade

Noruega é o país mais feliz do mundo, segundo relatório encomendado pela ONU

Brasil caiu cinco posições no ranking; países nórdicos encabeçam a lista e africanos estão nas piores posições

A Noruega ficou em primeiro lugar no ranking do Relatório Mundial de Felicidade 2017, encomendado pela ONU. O país saltou do quarto lugar, na lista anterior, para o topo neste ano. Na lista de 156 países, a Dinamarca ficou em segundo lugar, seguida da Islândia e Suíça.

O relatório, em sua quarta edição, classificou 155 países e levou em consideração sete variáveis: PIB per capita, expectativa de vida, apoio social (ter alguém com quem contar na hora da dificuldade), percepção de liberdade para fazer suas escolhas, confiança (percepção de ausência de corrupção) e generosidade (doações). O ranking levou em consideração a avaliação subjetiva das pessoas, em uma escala de 0 a 10. A pesquisa coletou informações entre 2014 e 2016.

O Brasil ficou em 22º lugar, uma queda de cinco posições em relação à última versão do ranking. O Chile, país mais feliz da América do Sul, está em melhor posição (20º lugar) que o Brasil. A Costa Rica é o país melhor posicionado no ranking da América Latina (12º lugar). Países africanos dominam o pé da lista, dos países menos felizes entre os analisados.

PAÍSES MAIS FELIZES
1-    Noruega
2-    Dinamarca
3-    Islândia
4-    Suíça
5-    Finlândia
6-    Países Baixos
7-    Canadá
8-    Nova Zelândia
9-    Austrália
10-    Suécia
11-    Israel
12-    Costa Rica
13-    Áustria
14-    Estados Unidos
15-    Irlanda
16-    Alemanha
17-    Bélgica
18-    Luxemburgo
19-    Reino Unido
20-    Chile
21-    Emirados Árabes
22-    Brasil
23-    República Tcheca
24-    Argentina
25-    México

PAÍSES NAS ÚLTIMAS POSIÇÕES DO RANKING
146 - Iêmen
147 - Sudão do Sul
148 - Libéria
149 - Guiné
150 - Togo
151 - Ruanda
152 - Síria
153 - Tanzânia
154 - Burundi
155- República Centro-Africana

Neste ano, o relatório enfatiza a importância dos aspectos sociais na felicidade. Isso pode ser observado na comparação das experiências de vida entre países que estão no topo e no pé do ranking da felicidade.

Entre os países ricos, as diferenças não podem ser explicadas pela diferença de renda, mas por diferenças nas relações pessoais e na saúde mental e física. Doenças mentais são o maior problema tanto nos países ricos quanto nos pobres.

O desemprego é um dos fatores que influencia bastante a queda da felicidade – e mesmo para aqueles que têm emprego, a qualidade desse trabalho pode causar variações na felicidade. Um dos capítulos do relatório se dedica inteiramente à relação entre trabalho e felicidade.

Os Estados Unidos vêm apresentando uma queda na lista da felicidade. Em 2007, o país ficou em terceiro lugar entre os países da OECD (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico), mas em 2016 caiu para a 16ª posição. Os motivos são a redução do apoio social e a corrupção. O último capítulo do relatório é dedicado aos EUA e seu declínio no ranking da felicidade.

Um capítulo do relatório foi dedicado ao estudo da relação entre bem-estar subjetivo na China, já que o PIB do país aumentou cinco vezes nos últimos 25 anos. À África também foi dedicado um capítulo, que explora as razões pelas quais os países africanos ficam com as piores posições do ranking.

O relatório, produzido pela Sustainable Development Solutions Network (SDSN), que tem como diretor o economista Jeffrey Sachs. “Mensurar a felicidade e alcançar o bem-estar deveria estar na agenda de todas as nações assim que elas começarem a buscar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentáveis”, disse Sachs. “Esses objetivos trazem em si a ideia que o bem-estar humano deveria ser obtido por meio de uma abordagem holística, que combina objetivos econômicos, sociais e ambientais. Melhor do que uma abordagem apenas econômica, nós devemos promover sociedades que são prósperas, justas e sustentáveis.”

O Instituto Akatu considera o consumo consciente como essencial para a construção de uma sociedade do bem-estar. Busca, nesse caminho, apontar que a capacidade de consumo, diretamente relacionada à renda das pessoas, não garante o bem estar. De fato, a pesquisa “Akatu 2012: Rumo à Sociedade do Bem-Estar” revelou que, ao sermos  indagados “o que é felicidade para você?”, dois terços dos entrevistados indicaram que estar saudável e/ou ter sua família saudável é um fator essencial de felicidade. E, para 60% do público que respondeu à pesquisa, conviver bem com a família e os amigos também os aproxima mais da felicidade. Portanto, esses aspectos são mais importantes do que os aspectos financeiros e a posse de bens.

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