Resíduos

Volume de lixo produzido no Brasil aumentou 1,7% em 2015, mostra pesquisa da Abrelpe

Resultado da pesquisa da Abrelpe coloca o país como o quarto maior gerador de resíduos sólidos do planeta

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Coleta seletiva no Sesc Pompeia, em São Paulo. Crédito: Creative commons/Flávio Boaventura

 

O Brasil se tornou o quarto maior gerador de resíduos sólidos no mundo, mesmo com toda a crise econômica impactando sobre o poder de compra da população. A quantidade de lixo urbano produzida no país em 2015 atingiu 79,9 milhões de toneladas, 1,7% a mais do que no ano anterior. Nesse mesmo período, foi observado também crescimento de 0,8% na geração per capita de resíduos sólidos: de 1,06 quilo (kg) ao dia em 2014, para 1,07 kg ao dia em 2105. Esses números fazem parte de um levantamento divulgado no dia 4 de outubro pela Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe).

De acordo com a pesquisa, houve uma pequena melhora nos números sobre a destinação final dos resíduos sólidos. No ano passado, 58,7% do lixo produzido foi destinado para locais adequados, como aterros sanitários. Em 2014, esse índice foi 58,4%. Mas os dados indicam que cerca de 60% das cidades brasileiras ainda destinam seu lixo de forma inadequada, ou seja, para lixões ou para os  aterros controlados. Um dos piores casos é Brasília, que tem o maior lixão da América Latina, a apenas 15 quilômetros da Esplanada dos Ministérios.

O estudo a Abrelpe mostra também que os serviços de coleta mantiveram o alto índice observado nacionalmente nos anos anteriores, de 90,8%. No entanto, ainda persistem as diferenças regionais: no Sudeste, 97,4% do lixo produzido é coletado; em seguida vêm as regiões Sul (94,3%); Centro-Oeste (93,7%); Norte (80,6%); e Nordeste (78,5%).

Crise econômica x volume de resíduos
Para os pesquisadores foi uma surpresa o resultado do aumento do volume de lixo em ano de recessão econômica. Geralmente, gera-se mais resíduos toda vez que o PIB cresce o e consumo aumenta. Desta vez, foi diferente. Pela primeira vez, em 13 anos de estudo, a quantidade de lixo cresceu (+1,7%) no mesmo período em que o PIB despencou (-3,8%).

De acordo com o relatório, há duas causas principais. Primeira: o crescimento da população. Segundo: a crise não interrompeu o consumo de materiais descartáveis, mas o brasileiro optou por produtos mais baratos.

Clique aqui para ler o relatório completo da Abrelpe.

Consumo consciente é produzir menos lixo
Um dos maiores desafios dos prefeitos eleitos no Brasil será o gerenciamento de resíduos sólidos urbanos. Iniciativas que reduzem o descarte inapropriado de lixo devem ser implantadas para melhorar a qualidade de vida nas cidades. Para orientar o consumidor, o Instituto Akatu indica seguir os 4R’s: Reduzir, Reutilizar, Reciclar e Repensar. REDUZIR significa consumir menos produtos e preferir aqueles que ofereçam menor potencial de geração de resíduos e tenham maior durabilidade. REUTILIZAR é estender a vida útil dos produtos, evitando que sejam descartados rapidamente. RECICLAR envolve a transformação dos materiais para a produção de matéria-prima para outros produtos. Também é importante REPENSAR, refletir sobre os seus atos de consumo e os impactos que eles provocam sobre você mesmo, a economia, as relações sociais e a natureza.

 

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