Resíduos

Sacolinha gratuita vai acabar em São Paulo

Supermercados e governo do Estado fecham acordo para cobrança de 19 centavos por saquinho

A partir de outubro, consumidores do Estado de São Paulo terão que desembolsar R$ 0,19 por sacola plástica se quiserem embalar suas compras nesse material. Apesar de ser uma cobrança, é uma boa notícia, pois vai incentivar a redução do uso e descarte das sacolinhas. O consumidor tende a optar por sacolas de plástico retornáveis duráveis ou levar menos descartáveis – já que terá de pagar as que hoje são gratuitas.

O banimento da gratuidade, como já ocorre há anos na Europa, das sacolas plásticas descartáveis deve ser oficializado em maio entre o governo do Estado e a  Associação Paulista de Supermercados (Apas) . A partir da assinatura do plano, os estabelecimentos filiados à Apas terão até seis meses para se adaptarem.

A medida não possui força de lei. “Mas espera-se uma grande adesão já que grandes redes tais como Carrefour, Pão de Açúcar e Walmart, apoiam a ação”, diz João Galassi, presidente da Apas.

Por se tratar de uma atitude voluntária de um setor específico, o acordo não abarca outros tipos de comércio, tais como lojas e pequenos estabelecimentos, que poderão continuar a oferecer a sacolinha plástica.

O Instituto Akatu orienta os consumidores para o consumo consciente de sacolas plásticas descartáveis. Isso não significa deixar de usá-las, mas sim reduzir, reutilizar e descartar adequadamente o material quando já não tiver condições de uso, encaminhando-o para a reciclagem. Adotando esse comportamento, o consumidor contribui para a diminuição do volume de lixo em aterros sanitários, já que o plástico leva mais de 400 anos para se decompor na natureza.

Por outro lado, por ser fabricado a partir do petróleo, a redução do uso do material contribui para a diminuição da emissão de gases de efeito estufa, que causam aquecimento global. Além disso, quando descartado de forma incorreta, as sacolas plásticas degradam a biodiversidade de rios, lagos e mares. No meio urbano, entopem bueiros e galarias pluviais e contribuem para enchentes e inundações.

Conheça os exemplos das leis aprovadas em:

Jundiaí
Belo Horizonte
Rio de Janeiro

Leia também:
- Abras vai reduzir em 40% o uso de sacolas plásticas até 2015

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Comentários

Rodrigo Fernandes
28 abr 2011
7 2
Acho ótimo, porém poderíamos ter a opção da sacola de papel gratuita. Nem sempre dá pra andar com sacola retornável ou caixas.
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jorge
20 abr 2012
0 0
tudo bem vamos preservar o meio ambiente,mas temos tambem que preservar o nosso bolso,pois faço compras no supeermercado negreiros a tempos ,mais depois que foi banida a sacolinha dos mercados,eu acho que tudo bem pode até ser cobrado,uma sacolinha biodegradavel,a preço digno que é de 0,19 centavos por sacola ,so que a realidade é outra paguei em duas sacolas a bagatela de 1.20 ou seja 0,60 centavos cada,numa compra de 38,81 imagina se eu fosse fazer uma compra de 500,00 quanto eu nao gastaria sem contar o tamanho da sacola que nao cabe quase nada ai sim é se sentir lesado,fica aqui minha reclamaçao por uma mini sacola a 0,60 centavos é justo
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