Energia

Lâmpadas incandescentes serão retiradas do mercado até 2016

Modelo é responsável por 80% da iluminação residencial no Brasil; ação vai permitir maior eficiência energética e preservação ambiental

Até 2016, o Brasil vai deixar de comercializar lâmpadas incandescentes comuns e substituí-las por modelos de maior eficiência energética como a Lâmpada Fluorescente Compacta (LFC). A medida foi anunciada por meio de uma portaria interministerial de Minas e Energia, Ciência e Tecnologia e Comércio, publicada no Diário Oficial da União na quinta-feira (06/01).

Segundo detalhamento da portaria, tecnologias já consolidadas podem fornecer quantidade maior de luz com um custo energético muito inferior à tecnologia incandescente. Diante disso, a tecnologia utilizada por esse tipo de iluminação se tornou obsoleta.

Dados da Secretaria de Planejamento Energético do Ministério do Meio Ambiente (MME) indicam que, anualmente, o Brasil comercializa cerca de 300 milhões de lâmpadas incandescentes, três vezes mais do que as LFC.  Com o fim do uso desse tipo de iluminação em 2016, a ação prevê economizar, de forma gradual, cerca de 10 millhões MWh/ano até 2030. Isto representa cerca de 1% do consumo total do país ou 3,5% do consumo residencial.

Essa economia equivale, segundo o MME, a mais que o dobro conseguido por meio do Selo Procel, do Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica, coordenado pelo MME.  O selo colado nos produtos orienta o consumidor no ato da compra, indicando os que apresentam os melhores níveis de eficiência energética dentro de cada categoria, proporcionando assim economia na sua conta de energia elétrica. Além disso, o programa estimula a fabricação e a comercialização de produtos mais eficientes, contribuindo para o desenvolvimento tecnológico e a preservação do meio ambiente.

Segundo a portaria, fazem parte da regulamentação lâmpadas incandescentes de uso geral, exceto as de potência igual ou inferior a 40 W; incandescentes específicas para estufas de secagem e de pintura; equipamentos hospitalares, entre outras.

Consumidores
O MME estima que a lâmpada incandescente seja responsável por aproximadamente 80% da iluminação residencial no Brasil. O envolvimento do consumidor final, portanto, pode adiantar o processo, trocando as lâmpadas mais gastadoras de energia pelas mais eficientes sem esperar a proibição em 2016.

Cálculos feitos pelo Instituto Akatu revelam que se todas as famílias brasileiras trocassem apenas duas lâmpadas incandescentes comuns por fluorescentes (que são mais eficientes), a economia gerada evitaria a construção de uma nova usina termelétrica no país, o tipo que mais emite gases de efeito estufa.

Veja mais dicas para iluminar sua casa sem desperdício de energia:
- Evite as lâmpadas incandescentes. Elas custam menos, mas são as mais ineficientes. Uma lâmpada fluorescente compacta de 20 W ilumina mais do que uma incandescente de 60 W e pode durar até dez vezes mais;

- Procure dar preferência a cores claras às paredes internas de sua casa. As cores escuras exigem lâmpadas mais potentes;

- Evite acender lâmpadas durante o dia. Abra a janela e aproveite ao máximo possível a luz do dia;

- Lembre-se sempre de apagar as luzes dos ambientes em que não há ninguém, pois esse é um gasto totalmente desnecessário;

- Ao comprar lâmpadas, prefira as que têm o selo Procel, pois são mais eficientes e gastam menos energia.

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